00 Especificação do estresse
Instituto OlhosDaAlmaSã
Nossa proposta aqui não é diagnosticar um quadro clínico de um paciente específico, pois isto é impossível através de artigos. O diagnóstico requer uma análise por um profissional habilitado ligado à saúde mental, que para diagnosticar deverá ter presente o paciente. Nossa intenção é a de orientar as pessoas informando sobre os principais sintomas presentes em diversas patologias.
Pela observação dos sintomas abaixo, levando se em conta:
1- O grau de intensidade;
2- A duração dos sintomas;
3- A dinâmica psíquica e física;
4- O grau de fixação dos sintomas.
Estes são alguns dos critérios que utilizamos em consultório para avaliar a situação de um paciente frente ao estresse.
Somamos a isto o histórico de outras patologias, a história de vida social, afetiva, familiar, pessoal, a análise do inconsciente, uma avaliação da clínica geral,...
Para nós cada caso é um caso. Devemos levar em conta que no surgimento de vários sintomas de forma que voce comece a ter problemas, você deverá procurar um especialista de sua confiança. A avaliação pessoal sempre será indispensável.
Especificação da patologia
Nome: Estresse
F43. 0 - 308.3 - TRANSTORNO DE ESTRESSE AGUDO (este caracteriza o grau mais patológico do estresse).
Nomes populares:
Esgotamento nervoso, fadiga, prostração, crise nervosa,...
Principais sintomas:
- Estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável;
- Ansiedade (vide sintomas da ansiedade em: www.olhosalma.com.br
- Irritabilidade exagerada;
- Humor oscilante;
- Distúrbio de sono (dificuldade em dormir, sono leve, ou sono demais durante o dia);
- Disfunções do apetite fome excessiva ou perda do apetite;
- Problemas gástricos de fundo psíquico: gastrites e úlceras;
- Dificuldade na concentração;
- Perda de memória (esquecimento freqüente);
- Divagação freqüente (perder seqüência lógica das coisas);
- Preocupação exagerada com relação a situações triviais da vida (fatalismo e pessimismo);
- Perda da alegria e do bom humor;
- Desanimo;
- Fadiga;
- Queda no rendimento profissional e nas atividades da vida;
- O cansaço e a perda de interesse mesmo por atividades prazeirosas para o próprio indivíduo;
- Queda acentuada na libido (energia sexual) chegando a impotência e a frigidez.
Prognóstico:
Cura tratamento durando em média 3 semanas a 2 meses.
Todo prognóstico (evolução da doença) depende de:
- Do enfoque e acompanhamento terapêutico;
- Da aderencia do paciente ao tratamento;
- Do apoio e suporte familiar quando possível.
Nós profissionais de saúde somos responsáveis por 50% da evolução clínica de um paciente. Na maior parte das vezes somos orientadores e acompanhantes de todo um processo terapêutico. Os outros 50% para um êxito dependem da vontade do paciente em melhorar.
Prognóstico quando não tratada a doença:
O estresse tende a migrar por sua carga cumulativa a outras doenças tornando se um potencial destrutivo intenso.
Tende a tornar se uma doença incapacitante intensa minando o potencial laborativo (trabalho) de um indivíduo e todas suas relações interpessoais pelo nervosismo e a perda de controle. Muitas doenças agravam se de forma intensa como cardiopatias, problemas respiratórios, problemas de circulação, tensão nervosa e dor no corpo.
A melhora de qualquer doença associada dependerá do grau de estresse de um indivíduo.
Formas de tratamento:
- Medicação leve: homeopatia, fitoterapia, acupuntura;
- Análise e psicoterapia de base humanista;
- Atividade física;
- Repouso em geral o indivíduo estressado acumula ao longo da vida inúmeras funções e responsabilidades perdendo seu potencial de descanso.
O tratamento deve levar em consideração as chamadas férias, ou mudanças de rotina por um período médio de 30 dias.
Tipos de medicação:
- Fitoterápicos leves;
- Pequena dose de estimulantes (energéticos) vitaminas;
Profissionais habilitados ao tratamento:
Médicos: clínica geral, homeopatas, acumputurístas, fitoterapeutas;
Analístas e Psicólogos: clínicos com formação humanista;
Educadores físicos: com especialidade em tratamento de saúde;
O papel da Análise:
A) Conscientização do indivíduo frente as suas limitações. Geralmente o estresse emerge pelo fato de um indivíduo não respeitar seus próprios limites, indo muito alem de sua capacidade. Exigindo muito mais de si próprio do que o que ele pode render, isto gera alem do cansaço físico um sentimento de impotência que gera o desconforto e a frustração. Saber descansar, repousar e manter um ciclo de divertimento alem do trabalho convencional complementa a vida e enriquece o espírito.
B) Aprendizado de delegação de tarefas (em geral o indivíduo estressado acumula mais tarefas na vida do que pode empreender). O estresse liga se diretamente a um perfil perfeccionísta, e a pessoas centralizadoras que tendem a querer fazer tudo sozinhas, desgastando se com maior facilidade. Aprender a delegar, a pedir ajuda, a dividir facilita a vida e por vezes torna o trabalho divertido e mais produtivo.
C) Geralmente uma pessoa com alta carga de estresse tem um perfil mais ligado à intelectualidade mantendo certa ociosidade como rotina com pouca atividade física. Assim nos momentos de laser assiste televisão, filmes e navegam na internet.
Isto representa um contra-senso, pois o indivíduo com estresse acaba trabalhando com a cabeça até nos momentos de descanso o que aumenta também a carga de estresse.
D) Reestruturar a personalidade reforçando a individualidade do paciente resgatando sua auto-estima, sua opinião o retirando de um senso comum e de um processo de massificação. Muitas pessoas abdicam de sua identidade caindo no que chamamos de "perda da alma", tornando se "Zumbis" indivíduos que vivem de forma instintiva, mecanicamente. Isto tem um alto potencial destrutivo na vida de um indivíduo, sendo um forte agente estressor ligado a perda do sentido de vida.
E) Resgate da qualidade de vida que é subjetiva, individual e liga se ao sentido de vida, ao sagrado individual de cada um. A análise neste sentido procura conectar um paciente a sua individuação, a busca de seu sentido de vida, ao resgate de seu Daimon, ao resgate de seus dons perdidos, ao confronto direto com seu destino. Quando um indivíduo consegue vislumbrar seu sentido de vida e inicia sua jornada para a auto-realização, seu estresse diminui, visto que por estar em uma atividade com alta capacidade motivacional, isto minimiza o impacto da frustração e de outros agentes etiológicos do estresse.
A análise tem como meta básica o resgate de nosso sentido de vida. O estresse é um marco na vida de cada um de nós que denota o quanto estamos fora de nosso caminho de realização. Na maior parte das vezes por que entramos em um estilo de vida moderno totalmente distante de nosso processo de realização, isto faz com que apareça o estresse a perda de motivação e o desgaste denotando que o estresse é uma crise afetiva e mental que demarca um desvio energético intenso. Estar fora do "caminho da alma" cansa.
O desgaste gerado pelo estresse também tem origem por excesso de atividades, mesmo em um indivíduo que já encontrou um sentido para sua vida. Porém como citamos anteriormente, a maior parte dos casos de estresse e tensão nervosa emergem em excessos de trabalho, e no desgaste da mediação entre o desejo de um indivíduo e sua realização. A incapacidade do Ego (Eu), da personalidade, em mediar as instancias intra psíquicas e os acontecimentos exteriores demarca por meio da psicodinâmica a origem do estresse, em uma característica neurótica intensa. Assim na análise alem de lidarmos com os sintomas presentes, o papel do analista é o de observar o confronto existente demarcado por complexos ativados negativamente que denotam a absorção energética, retirando a energia vital de um indivíduo gerando todo desgaste. |